Uma opção muito legal para quem procura um lugar para passar o final de semana com muita tranquilidade e silencio, em meio ao verde, rodeado de natureza por todos os lados, longe do agito e barulho da cidade:
www.sitioaguadarainha.com.br
O Sitio Agua da Rainha fica a apenas 5 km do Lago São Bernardo em São Francisco de Paula. As acomodações são em cabanas muito bacanas, confortáveis e completas, todas com lareira, varanda e vista para o vale.
As cabanas de número 1 a 4 são mais antigas e menores, mas super agradaveis e bem afastadas, garantindo a privacidade e total conforto de seus hóspedes. Na minha opinião são as mais legais.
O chalé 5 / 6 fica no alto de uma colina e é "conjugado", sendo ideal para quem vai de turma ou em duas familias, e pode aproveitar o espaço oferecido pela opção de comunicação entre os chalés.
As cabanas 6, 7 e 8 são mais novas.
Independente da escolha de acomodação, é um lugar para levar nada mais que uma boa companhia, roupas confortáveis para caminhar, o "kit chimarrão", e se preparar para passar um final de semana de muita tranquilidade e descansar bastante.
"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor."
Amyr Klink
segunda-feira, 29 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
“ROTA DOS PASSOS”, SÃO CHICO DE PAULA, MARÇO DE 2013
O feriado da sexta feira da paixão, dia 29 de Março,
prometia tempo bom, céu claro, muito sol e temperaturas amenas segundo todas as
previsões. Com uma perspectiva destas
não poderia deixar passar o dia em branco e mais uma vez fui para a estrada
curtir as paisagens da região dos Campos de Cima da Serra.
A escolha do dia foi percorrer mais uma vez a “Rota dos
Passos” entre os municípios de São Francisco de Paula e Jaquirana, já na região
dos Campos de Cima da Serra, visitando o Passo da Ilha e o Passo do S.
O Passo da Ilha já foi tema de outro post aqui no blog, onde
há maiores informações sobre o local:
Saímos bem cedo de casa e seguimos direto para a cidade de
São Francisco de Paula. Como viajamos sempre sem pressa, de São Chico em diante
optei por seguir por estradinhas de terra, curtindo ao máximo as paisagens da
região, evitando trânsito e adicionando uma pitada de aventura ao passeio.
Assim, seguimos pela RS-110 em direção à RS-453 - Rota do
Sol - num trecho de 35 km de estrada de terra, em razoáveis condições e
belíssima paisagem.
Após o entroncamento com a Rota do Sol a RS-110 é asfaltada,
e segui por ela na direção de Bom Jesus por mais 16 km até o acesso ao Passo do
S, nosso primeiro destino do dia.
O Passo do S fica distante 7 km do asfalto da RS-110. O
acesso é feito por uma estradinha de terra estreita e com bastante pedra e
buracos, mas que com alguma paciência pode ser vencida mesmo por automóveis de
passeio normais.
Os plátanos começando a amarelar as folhas junto à margem da
estradinha chamam a atenção. Daqui a algumas semanas, em pleno outono, estarão
com suas folhas completamente amareladas adquirindo cores saturadas, típicas
dos meses que antecedem a estação do frio nos Campos de Cima da Serra.
Chegando ao Passo do S, encostamos o carro à
sombra e fomos caminhar um pouco.
O Passo do S é um ponto de travessia do Rio Tainhas, onde se
percorre um trecho em formato de “S” dentro d’água (daí o nome do local)
aproveitando as lajes do leito do rio. Não há ponte, a estrada cruza o rio e a
única opção para quem quer seguir em frente é molhar as rodas do carro.
A
travessia é bastante segura e tranquila desde que se siga as balizas de
sinalização que demarcam o caminho. Mesmo carros de passeio conseguem cruzar o
rio numa boa, desde que o rio esteja com seu nível normal de água.
Neste link mais algumas informações sobre o Passo do S:
A área do Passo do S foi incorporada ao recentemente criado
Parque Estadual do Tainhas, e sendo área de preservação ambiental, foram
proibidos os acampamentos na área do parque (que não é bem demarcada no
entanto). Existe alguma fiscalização
esporádica da Patrulha Ambiental, portanto não vale a pena arriscar. Quem
estiver em busca de local para acampar, tem no Passo da Ilha ali perto uma
ótima opção.
Além do “passo” em si, outra atração do local é a Cachoeira
do Passo do S.
Basta seguir a margem do rio por uns 200m cruzando o campo e
estamos junto à base da cachoeira de onde temos ótimos locais para fotografar e
apreciar a paisagem.
Após uma breve caminhada junto à cachoeira, é hora de cruzar
o rio Tainhas. Travessia aliás tranquila e divertida, sem sustos ainda mais
quando se está num veiculo mais alto, e pronto, estamos na outra margem do Rio
Tainhas.
Daí é só seguir em frente pela estradinha estreita e
esburacada para chegar ao Passo da Ilha, distante 10 km dali. No caminho entre os dois passos existem algumas bifurcações
sem sinalização e como nem sempre se segue pela “estrada principal”, para quem
não conhece a região ou não está com GPS fica bem fácil perder o caminho certo.
Afora isso, existem quatro porteiras no caminho que estarão normalmente
fechadas. O visitante deve abri-las, passar com o carro e sempre fechar cada
uma delas.
Para chegar ao Passo da Ilha também é necessário cruzar de
carro um trecho do Rio Tainhas, mas novamente a “travessia” é tranquila mesmo
para veículos de passeio normais.
Aqui o visitante tem a disposição uma área de camping razoavelmente
bem estruturada, com churrasqueiras, banheiros, pontos de energia elétrica e um
pequeno “mercadinho”. Uma dica valiosa é levar para casa um dos ótimos queijos
coloniais a venda no mercadinho do camping.
Finalmente, o principal de uma visita ao Passo da Ilha: as
paisagens, o extenso lajeado, as pequenas quedas d’água, a água limpa e gelada
do Rio Tainhas.
Cenários para belas fotografias não faltam.
A curicaca, ave símbolo da região dos Campos de Cima da Serra, sempre presente.
Uma boa pedida é cruzar o rio Tainhas caminhando sobre as
lajes e subir o pequeno morro na margem oposta ao camping, de onde é possível ter
uma vista completa do Passo da Ilha.
Após uma demorada caminhada, dezenas de fotos e algum tempo
sentado apenas curtindo a natureza e a paisagem, deixamos o Passo da Ilha em
direção à RS-453 – Rota do Sol – e depois RS-020 de volta à cidade de São
Francisco de Paula, cobrindo uma distância de 68 km.
Como de hábito, no entroncamento da Rota do Sol com a RS-020
fizemos uma parada no Café Tainhas para o tradicional pastel de queijo serrano
e café com leite, para então encarar a descida da serra e o restante da viagem
até a região metropolitana de Porto Alegre, onde chegamos já no comecinho da
noite.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
URUGUAI, JANEIRO DE 2013 - 8º DIA : DE VOLTA PARA CASA
Chegamos a nosso último dia de viagem.
Após o café da manhã no hotel, fomos fazer uma “caminhada de compras” nas
free-shops da Avenida Sarandi em Rivera. Por ser domingo, muitas lojas estavam
fechadas.
Nas free-shops abertas, pouco movimento. Compramos algumas garrafas de
vinho, doce de leite, alfajores e mais algumas “lembrancinhas” uruguaias.
Voltamos ao hotel, fechamos as
malas e caímos na estrada em torno das 12:00h. De volta às estradas brasileiras,
encontramos mais trânsito, limites de velocidade ridiculamente baixos em alguns
pontos da estrada, "pardais", enfim, de volta às coisas da nossa “terrinha”.
Neste ritmo, chegamos a região
metropolitana de Porto Alegre em torno das 18:30h. Estávamos em casa, 2.400 km
rodados depois. Agradecemos, felizes, pelo sucesso da nossa viagem de férias, e
por retornarmos em segurança para casa.
VIAJAR É ÓTIMO, VOLTAR PARA CASA
SÃO E SALVO É FUNDAMENTAL.
Impressões Finais:
Nossa viagem de férias pelo
Uruguai foi perfeita. Exatamente tudo aconteceu conforme o planejado, nosso
tempo era curto e as atrações a visitar muitas, daí a importância fundamental
de um adequado planejamento do que ver, quanto tempo ficar em cada cidade,
quanto tempo levar nos deslocamentos entre cidades etc. Com exceção das cidades
de fronteira, Chuy e Rivera, tínhamos reservas em todos os pontos de pernoite
previstos, o que foi ótimo pois nos poupou um tempo precioso ao chegar a cada
nova cidade. Não tínhamos de procurar por hotéis, pesquisar preços etc. Tudo
foi feito com antecedência, tornando tudo mais tranquilo e ágil.
Nosso vizinho Uruguai é um
destino de férias excelente para quem gosta de viajar de carro. As estradas são
boas, em geral muito bem conservadas e com baixíssimo movimento. A viagem é
sempre tranquila.
O combustível é bem mais caro.
Pagamos 37 pesos por litro de gasolina em Montevideo, algo como R$ 4,10.
Abastecemos ainda em Colonia, a valores por litro semelhantes.
O policiamento nas estradas é bem
escasso, não existem “pardais”. Passamos por algumas viaturas da Policia
Rodoviária somente na região do entorno de Montevideo e na estrada entre Punta
del Este e a capital. Em uma destas oportunidades, estavam com radar móvel
controlando a velocidade no trecho da estrada que era de ótimos 110 km/h.
Mesmo percebendo que éramos
brasileiros, em nenhuma oportunidade fomos parados pela Policia Rodoviária na
estrada, e o tratamento nas aduanas, especialmente na do Chuy, foi bem
atencioso e amistoso.
O Uruguai também se mostrou um
lugar bastante seguro, inclusive a capital Montevideo. No centro é possível
estacionar o carro à noite nas avenidas principais para jantar sem problemas. A
capital também é muito tranquila para se caminhar durante o dia mesmo nas ruas
centrais.
Nosso única experiência negativa
neste sentido em toda a viagem foi ao estacionar o carro próximo ao Mercado del
Puerto, onde fomos agressivamente extorquidos por um mau educado e agressivo
“flanelinha” que nos exigiu uns pesos para podermos deixar o carro ali na vaga
que ele “cuidava”, nos alertando de que “existiam muitos malandros ali que poderiam
arranhar o carro ou quebrar um vidro”. Enfim........cidade grande é isso, ainda
mais em área turística.
Gostamos muito de Cabo Polonio, a
atração mais bacana de toda viagem. Conhecer Colonia também valeu muito a pena
e poderíamos ter ficado lá mais um dia para curtir um pouco mais e com mais
calma.
La Paloma foi uma surpresa
extremamente grata. Ficamos com muita vontade de passar mais tempo lá.
Punta del Este nos pareceu bonita
mas agitada demais, enfim, é para quem busca movimento e agito mesmo.
Não achamos muita graça na
badalada Punta del Diablo, agitada, bagunçadinha e com um “clima” meio estranho
no ar ......é lugar para badalar, destinado a gente alternativa, sem dúvida.
Por fim, a capital Montevideo.
Cidade extremamente agradável, tranquila e interessante. Dois dias na cidade,
bem aproveitados, são suficientes para conhecer quase tudo que vale a pena ser
conhecido. Um terceiro dia seria interessante para descansar e aproveitar sem
pressa o que a cidade tem de melhor.
O Uruguai nos deixou uma
impressão geral muito boa, é um roteiro de viagem extremamente interessante e
viável, relativamente próximo de quem está no Rio Grande do Sul. Existe muito
mais no país do que os tradicionais destinos Montevideo e Punta del Este, e é
este lado menos conhecido do Uruguai o que mais gostamos.
URUGUAI, JANEIRO DE 2013 - 7º DIA : RIVERA
Dia de iniciarmos a viagem de volta para casa. E o dia
começou em clima de “final de festa”, nublado, friozinho, ventando bastante e
garoando vez em quando.
Com este quadro, não tivemos pressa de sair do quarto.
Tomamos o café calmamente, arrumamos as malas e fechamos a conta da pousada.
Como ainda era relativamente cedo e tínhamos algum tempo
antes de encarar a estrada de volta à fronteira, preparamos um chimarrão,
aproveitamos que a garoa cessou e fizemos um último passeio pelas ruas ainda
quase desertas de Colônia.
Decidimos alterar nossa rota original para casa, cruzando
pelo interior do país em direção a Rivera, ao invés de retornarmos pelo litoral
em direção a Chuy como inicialmente previsto. O objetivo principal desta
mudança de planos era conhecer uma outra face do Uruguai, o interior do país, distante
do litoral e das atrações turísticas.
Por este caminho, cruzamos as cidades de Trinidad, Durazno,
Paso del Toro e Tacuarembó até atingirmos a fronteira com o RS na cidade
uruguaia de Rivera, num total de aproximadamente 520 km de estradas retas,
planas, com pouquíssimo trânsito e somente um pedágio já na Ruta 5.
A paisagem é um tanto monótona, campos e mais campos,
pouquíssimas cidades, e esporadicamente alguns “pueblos” bem pequenos e
isolados.
Vimos um Uruguai diferente do que tínhamos visto até ali,
percorrendo a região litorânea e a capital Montevideo. Muitas fazendas de
criação de gado e ovelha, pouquíssimas áreas cultivadas, enfim, ali o visitante
entra em contato com um Uruguai essencialmente rural, escassamente
industrializado, pouco urbanizado e povoado.
As áreas de terra não ocupadas são imensas, as aglomerações
urbanas pequenas. Frequentemente andamos várias dezenas de quilômetros na
estrada sem cruzarmos com nenhum outro veiculo.
Volta e meia, velhos caminhões e pick-ups dos anos 50 e 60
aparecem na estrada, invariavelmente em péssimo estado de conservação, mas
mesmo assim ainda “na ativa”, rodando devagar, sem pressa, cumprindo suas
funções de transporte de pessoas e cargas. Esta foi a imagem que tivemos do
Uruguai distante das áreas mais “badaladas” do litoral e capital.
Chegamos a Rivera pouco antes das 18:00 h e logo procuramos
o posto da Imigração para devolver os formulários de controle de entrada no país
que havíamos preenchido no Chuy.
O fiscal do posto nem se deu ao trabalho de verificar os
papéis que lhe entreguei. Achei o Posto de Imigração em Rivera bastante mau
cuidado e mau atendido. Diferentemente do Chuy, ele não está localizado na
estrada, mas sim dentro da cidade de Rivera, numa rua de acesso ao centro da
cidade, uma localização que dá um pouco de trabalho para encontrar apesar das
(poucas) placas indicativas.
Há uma área de estacionamento para os “turistas” deixarem o
carro, terreno livre para a ação de “flanelinhas” sempre dispostos a “cuidar do
carro” em troca de algumas moedas. O ambiente no geral não nos agradou.
Trâmites burocráticos de saída do
Uruguai resolvidos, fomos procurar um bom hotel para pernoitarmos. Acabamos
ficando no Hotel Portal, no lado brasileiro da cidade, ou seja já em Santana do
Livramento. Bom hotel, meio antigo mas suficientemente confortável, a preço
justo.
Da mesma forma que no Chuy, em
Santana do Livramento / Rivera não existe uma “fronteira natural” a dividir o
Brasil do Uruguai. Na prática é uma única cidade, e a divisa é feita por uma
avenida onde de um lado é Rio Grande do Sul, do outro Uruguai.
Cidades de fronteira costumam não
ter maiores atrativos em termos turísticos e Rivera / Livramento não é diferente.
Assim, aproveitamos o ar condicionado do hotel até a hora do jantar, descemos,
escolhemos um restaurante que nos pareceu razoável e após uma pizza simples mas
saborosa voltamos para o hotel para encerrarmos nosso dia.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
URUGUAI, JANEIRO DE 2013 - 6º DIA: COLONIA DEL SACRAMENTO
Chegamos a nosso sexto dia “na
estrada”. Nosso plano para o dia previa conhecer e curtir mais um pouco de
Montevideo, e no início da tarde deixarmos a capital uruguaia em direção a
Colonia del Sacramento.
Acordamos um pouquinho mais tarde
do que de costume, fizemos nosso tradicional café da manhã reforçado, fechamos
a conta no Ibis e fomos nos despedir do Rio de la Plata e da rambla.
Gastamos um tempinho curtindo um
último chimarrão na capital uruguaia e na sequencia pegamos o carro e rumamos
para a região central em direção ao Estádio Centenário.
O Centenário fica na continuidade
da Av. 18 de Julho, não tem erro. Ao chegar no final da avenida basta contornar
um extenso e bem cuidado parque e pronto, estamos ao lado do Estádio
Centenário.
A visita ao interior do estádio e
ao museu do futebol é paga, 100 pesos, algo como 10 reais, por pessoa. Não é
caro e vale MUITO A PENA, mesmo para quem não curte futebol.
O Estádio Centenário foi o palco
da primeira Copa do Mundo de Futebol, disputada em 1930. É até hoje a “casa” da
seleção uruguaia de futebol, e mesmo não sendo um estádio moderno, nos moldes
das “arenas” tão em moda, guarda seu encanto e charme principalmente em função
de seu passado histórico.
Quem chega ao Centenário logo de
cara acessa a área do “Museo del Futebol”, são dois pavimentos onde o visitante
conhece bastante da história da construção do estádio, da vida e carreira dos
grandes craques uruguaios, vê os troféus das grandes conquistas da seleção local,
entre eles a Copa do Mundo de 1950 conquistada em cima da Seleção Brasileira em
pleno Maracanã.
"Pôster" do Campeonato Mundial de 1950, no Brasil, onde o Uruguai derrotou o Brasil na final em pleno Maracanã.
Camisetas utilizadas pela Seleção Brasileira na Copa de 1958, sendo a da direita a do Rei Pelé.
Camisetas de Diego Forlán, melhor jogador do Campeonato Mundial de 2010.
Após a visita à área do museu, é
hora de acessar as tribunas e arquibancadas e conhecer o palco de memoráveis
partidas de futebol, o surrado gramado do Estádio Centenário.
O Estádio Centenário era nossa
ultima parada na cidade de Montevideo, e após a ótima visita, em torno de 13:30
h seguimos em direção à saída da cidade onde pegamos a “Ruta 1” que nos levaria
a Colonia de Sacramento, distante 185 km.
O caminho entre Montevideo e
Colonia, como em quase todo Uruguai, é bastante tranquilo e com pouquíssimo
transito. A viagem rende, e sempre dirigindo dentro dos limites de velocidade
permitidos, rapidamente vencemos os pouco mais de 180 km e chegamos ao ponto extremo,
mais distante, de nossa viagem.
Dali, de Colonia, iniciaríamos
nossa “volta para casa”. Ainda tínhamos bastante coisa para ver e conhecer mas
já começávamos a sentir aquele gostinho de “tá chegando a hora de ir embora”, e
a saudade dos dias maravilhosos de férias já começava a bater.
Chegamos a Colonia em torno das
16:00 h. A cidade é bastante pequena e não tivemos nenhuma dificuldade em
encontrar o Centro Histórico e a pousada onde havíamos reservado, Posada del
Rio, uma pousadinha bastante simples mas com quartos bem equipados e suficientemente confortáveis.
Rapidamente fomos atendidos pela
pouco simpática atendente, fizemos o check-in, descarregamos o carro,
descansamos um pouco e ainda aproveitamos que tínhamos bastante tempo antes do
anoitecer para caminhar e conhecer a cidade, ou melhor, conhecer o Centro
Histórico que é o que realmente interessa em termos turísticos.
Colonia del Sacramento foi
fundada pela Coroa Portuguesa com objetivo de demarcar posses na margem
esquerda do Rio da Prata, fazendo frente ao domínio espanhol na margem oposta
onde foi estabelecida a cidade de Buenos Aires, e somente mais tarde Colonia
del Sacramento viria a ser tomada definitivamente pelos espanhóis. Em função
disto, a arquitetura do centro histórico de Colonia é única dentro do contexto
do Uruguai, justamente por esta influencia portuguesa.
Para quem tiver curiosidade de saber um pouco mais sobre o Colonia del Sacramento e suas origens históricas, este link traz informações interessantes: http://whc.unesco.org/en/list/747
Colonia tem um “clima” , um charme especial e absolutamente encantador. As estreitas ruas em calçamento irregular, as construções antigas, o farol, as ruínas do forte, os carros antigos estacionados junto á calçada, a orla do Rio da Prata, tudo contribui para compor um clima único.
Para quem tiver curiosidade de saber um pouco mais sobre o Colonia del Sacramento e suas origens históricas, este link traz informações interessantes: http://whc.unesco.org/en/list/747
Colonia tem um “clima” , um charme especial e absolutamente encantador. As estreitas ruas em calçamento irregular, as construções antigas, o farol, as ruínas do forte, os carros antigos estacionados junto á calçada, a orla do Rio da Prata, tudo contribui para compor um clima único.
Este Citroën TA acabou virando um inspirado "vaso de flores".
Mapa do estuário do Rio da Prata sobre azulejos.
Ao fundo a Basilica del Santisimo Sacramento.
Gostamos “de cara” de Colonia. A
cidade é muito calma e gostosa de caminhar. Muitos turistas pelas ruas, gente
fotografando o tempo todo, a gente mal percebe o tempo passar, e como ele passa
rápido !
A famosa Calle de los Suspiros.
As ruas do centro antigo são identificadas por estas belíssimas placas em azulejo.
Este também parecia fazer parte da decoração, mas estava em condições de rodar normalmente.
Após a rápida “caminhada de
reconhecimento” voltamos à pousada para um rápido descanso, banho, preparamos o
tradicional chimarrão de final de tarde e voltamos para a rua, para curtirmos
mais um maravilhoso pôr do sol à beira do Rio da Prata. Impressionante como
nossa viagem foi uma sucessão de fins de tarde impares, únicos.
O farol de Colonia del Sacramento no final de tarde.
O Buquebus que faz a ligação de Colonia com Buenos Aires na margem oposta do Rio da Prata.
Representação do mapa de Colonia del Sacramento em 1762.
O pôr do sol sobre o Rio da Prata, sempre com cores mágicas !
No horizonte o Buquebus rumo a Buenos Aires.
Espetáculo diário chegando ao seu ato final.
Colonia del Sacramento
definitivamente se transforma após o pôr do sol. O movimento nas ruas aumenta,
os turistas saem dos numerosos hotéis e pousadas e tomam as ruas, bares e
restaurantes. O movimento de verdade acontece após o inicio da noite.
A luz amarelada das lamparinas
que iluminam as ruas dão um ar absolutamente único, diferente, nostálgico e
encantador a Colonia. Tudo se reveste de um colorido diferente, muito bonito, e
a gente tem vontade de ficar caminhando pelas estreitas ruas, de um lado para
outro.
A luz vermelha piscante do farol
é apenas mais um elemento a compor o cenário.
Escolhemos para nossa ultima
janta em território uruguaio o restaurante “Lo de Renata” localizado na avenida
principal do centro antigo, Av General Flores.
A escolha foi excelente, pedimos
uma parillada tradicional, que estava
deliciosa, e curtimos muito nossa janta. Apenas para variar, fechamos a janta
com sorvete de dulce de leche,
caminhamos mais um pouco curtindo a noite de Colonia e finalmente próximo às
24:00 h retornamos à pousada para encerrarmos nosso dia.
Amanhã,
começaremos nossa viagem de volta para casa.
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