"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor."

Amyr Klink

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SÃO JOSÉ DOS AUSENTES, 2º DIA


  O segundo dia de nossa viagem pela região dos Campos de Cima da Serra começou cedo, e logo após um ótimo café na pousada, arrumamos as mochilas e às 9:00h  deixamos Cambara em direção a São José dos Ausentes.

  A ligação entre Cambara e Ausentes via RS-020 continua a mesma: complicada, demorada, esburacada, repleta de pedras e LINDA !  Não se pode ter pressa, a velocidade é determinada pelo tamanho das pedras no caminho e pelo trafego frequente de caminhões pesados até a vila de Ouro Verde onde fica a Celulose Cambará S.A.




  Após a fabrica da Cambará S.A. o trafego diminui e as paisagens ficam cada vez mais impressionantes. Como no dia anterior, o tempo estava fechado e uma neblina intensa dominava completamente o cenário. 



  No ritmo de passeio e com freqüentes paradas para fotos, chegamos à sede do município de São José dos Ausentes pouco depois das 11:00h, ou seja foram pouco mais de 2h para vencer os 52 km de estrada entre Cambara e Ausentes.



  Após a sede de Ausentes são pouco mais de 20 km até a vila de Silveira. Neste trecho a estrada é bem melhor e permite desenvolver mais velocidade. De Ausentes a Silveira levamos 30 minutos.

 Silveira é uma vila abandonada em meio ao “nada”. O antigo posto de combustível não existe mais, o aspecto de abandono nas casas é comum, e no geral a vila toda passa uma impressão de pobreza e isolamento que corresponde à realidade das poucas famílias que ainda sobrevivem ali.


  Silveira já teve seus “dias de gloria” na época da extração madeireira, quando na região operava um grande numero de serrarias e o emprego era certo. A madeira acabou, a fonte de riqueza e sustento secou, ficaram algumas famílias empobrecidas e uma vila esquecida em meio aos Campos de Cima da Serra.

  Voltando à estrada, pouco após a vila de Silveira chegamos à estrada que leva a São Joaquim no lado catarinense dos Campos de Cima da Serra. 
É por este caminho que seguimos em direção à Pousada Fazenda Potreirinhos – http://www.fazendapotreirinhos.com.br/  - onde nos hospedamos nos dias que passamos nas terras ausentinas.


  De Silveira até a pousada são mais 30 minutos, andando sempre sem pressa e curtindo as paisagens ausentinas.


  Quem chega à Potreirinhos “toma um susto” e é brindado logo de cara com uma das paisagens mais impressionantes da região: o vale do Rio Silveira.




  Na Potreirinhos somos mais uma vez muito bem recebidos pelos proprietários Chico e Nilda que nos aguardavam com um farto e saboroso almoço, onde a culinária campeira é sempre o destaque.
  Simplicidade, hospitalidade e carinho são as âncoras, as palavras-chave deste lugar onde a gente se sente em casa e é convidado a esquecer a rotina e agitação do dia a dia. Aqui a impressão que dá é de que o tempo passa mais lentamente.


  Além da paisagem, do silencio, do descanso e da paz, outra atração que traz freqüentadores de toda parte do pais até a Pousada Potreirinhos é a pesca esportiva da truta arco-íris. Ausentes e especificamente o Rio Silveira são considerados a “Patagônia Brasileira” no que diz respeito à pesca da truta, peixe que somente sobrevive em águas frias e limpas, exatamente o perfil dos rios de Ausentes.
  O peixamento responsável e criterioso do Rio Silveira com trutas, e a pratica da pesca esportiva (ou seja, pesca, fotografa e devolve a truta ao rio) se constituiu em uma importante fonte de renda para as pousadas e para a região, provando que formas sustentáveis de exploração do turismo podem sim conviver com a natureza, sem agredi-la nem alterá-la.



  Após o almoço pegamos o carro e fomos visitar a Pousada Cachoeirão dos Rodrigues, vizinha à Potreirinhos e onde fica o famoso Cachoeirão dos Rodrigues.


  Por uma caminhada curta de uns 20min pelos campos a partir da sede da fazenda, avistamos as corredeiras do Rio Silveira e finalmente o famoso e impressionante Cachoeirão que empresta o nome à Fazenda e que já foi cenário de novela ( as cenas iniciais da novela “O Profeta” que passou a alguns anos atrás foram ambientadas na Pousada do Cachoeirão e tiveram a queda d’água como cenário).



  Na volta da caminhada até o cachoeirão, encontramos fôlego para subir o morro em frente à sede da pousada, de onde registramos mais algumas belas imagens.


Um comentário:

  1. Parabéns pelas fotos maravilhosas e pelo seu relato desse passeio sensacional. Também sou gaúcho mas não conheço essa região que você visitou, estou com planos de nos de Abril 2012, fazer parte desse roteiro mas principalmente Cambará do Sul e Itaimbezinho, adoro viajar e fotografia. Abaços. Romi Mello - Lucas do Rio Verde - MR

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