"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor."

Amyr Klink

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

URUGUAI, JANEIRO DE 2013, 5º DIA - MONTEVIDEO


  5º Dia de viagem, dia de conhecer a capital uruguaia, e decidimos fazer isso da melhor forma, ou seja caminhando. Como o hotel fica a poucas quadras, coisa de 15 minutos, da Avenida 18 de Julho que é a principal avenida do centro da cidade, deixamos o carro guardado no estacionamento do hotel, vestimos roupas confortáveis e após um reforçado café da manhã saímos para explorar Montevideo.

  Montevideo é fantástica para se conhecer assim, caminhando, sem pressa. É uma cidade bastante segura e tranquila, e mesmo no centro não se vê mendigos, desocupados e “afins”.

  Logo de cara algumas características de Montevideo nos chamaram atenção. A primeira delas foi a quantidade de carros muito antigos em circulação, alguns em bom estado, outros nem tanto. Para quem gosta de carros antigos, não deixa de ser uma atração a parte ver tantos “velhinhos” assim rodando, na ativa.

Vimos diversas Fiat 600.


Muitos Citroën Mehari, que nos pareceu ser o "buggy" dos uruguaios.


As sempre charmosas Vespas.


A classe atemporal dos Mercedes.


  Outra coisa que nos chamou atenção é a quantidade de árvores nas calçadas, Montevideo é uma cidade incrivelmente arborizada, e excetuando as ruas da região da Ciudad Vieja praticamente não existem ruas sem arvores nas calçadas, tudo muito muito bonito.


  A arquitetura clássica dos prédios é outra atração, talvez a mais óbvia, de uma caminhada por Montevideo. Muitos prédios antigos, muita coisa bonita para se ver e fotografar. Infelizmente a cidade deixa um pouco a desejar quanto a conservação de seus prédios. 
  Fica claro pela imponência e esmero das construções que Montevideo viveu um período áureo na primeira metade do século passado, mas que nas décadas seguintes se estagnou economicamente, parou de crescer e em consequência muitos prédios não tiveram a sorte de receber a manutenção adequada.


  Voltando a nosso “tour” pela capital, seguimos do Ibis até a Avenida 18 de Julho, na altura da “Fuente de los Candados” ou “Fonte dos Cadeados”, onde uma lenda diz que se duas pessoas colocam seus nomes num cadeado e deixam ele preso à fonte, um dia voltarão junto até ali e permanecerão juntos para sempre...


  Seguimos andando sem pressa pela Av.18 de Julho em direção à Plaza de la Independencia, onde está localizado o prédio mais emblemático e dominante da paisagem de Montevideo, o Palacio Salvo.


  O Palacio Salvo foi à época de sua inauguração, no ano de 1935, o edifício mais alto da América do Sul, com 115 metros de altura, e naquela época representava bem a prosperidade da cidade de Montevideo, com seu estilo neoclássico e acabamento luxuoso.




  Hoje infelizmente está um pouco descaracterizado pelas lojinhas e bancas no térreo, e pela manutenção inadequada de sua fachada. Mesmo assim segue sendo um prédio majestoso, imponente e que marca presença na paisagem central da cidade.


  Ainda na Plaza de la Independencia temos a estátua e o mausoléu de José Artigas, o herói da libertação das terras uruguaias do domínio espanhol. Aliás, Artigas está por toda a parte no Uruguai, dando seu nome a ruas, praças etc em literalmente todas as cidades por onde passamos.




 O entorno da Plaza de la Independencia, como não poderia deixar de ser afinal é o coração de Montevideo, é repleto de belos e imponentes prédios. Para onde quer que se olhe, existe uma atração a ver e fotografar.


   O Palácio da Presidência da Republica do Uruguai também está ali, na Plaza de la Independencia.



  O Teatro Solis, o mais importante e tradicional teatro uruguaio, está localizado bem ao lado do Palácio da Presidência, no outro lado da rua.
  No Teatro Solis fizemos uma ligeira visita ao hall de entrada e às galerias de arte localizadas abaixo do hall de entrada. Infelizmente não pudemos conhecer o interior do teatro, pois a próxima visita guiada seria somente as 17:00 h.


  Aproveitamos que já passava das 13:00 h e fizemos um lanche num restaurante chamado “Bursa Kebap”, localizado bem em frente ao Teatro Solis. Almoçamos um lanche típico turco chamado “döner kebap”, uma espécie de sanduiche feito de pão turco “pita”, fatias bem finas de carne e saladas diversas. Diferente e muito gostoso.

  Baterias recarregadas para a tarde, seguimos caminhando em direção à Ciudad Vieja, passando pela Plaza Constitución, onde rola uma feirinha de artesanato e antiguidades muito bacana e completa.



  Visitamos a Catedral de Montevideo, e fomos em frente seguindo nossa caminhada até o Mercado del Puerto, distante algumas quadras dali junto ao porto e a área antiga da cidade.




  O Mercado del Puerto é provavelmente a atração turística mais divulgada e visitada de Montevideo, fato comprovado pelos inúmeros ônibus de agências de turismo estacionados em seu entorno. Para ser sincero, esperava mais. Bairrismos a parte, o Mercado Público de Porto Alegre é mais bonito e mais interessante.


  A área em torno do Mercado del Puerto é bem bacana e bem cuidada.



  O interior do Mercado del Puerto no entanto se resume a diversos restaurantes que servem todos a mesma coisa, a parillada, se alternando entre mais e menos sofisticados (e caros). Não existem bancas de produtos típicos como imaginei que haveria, nem lojas de artesanato, apenas algumas banquinhas de “lembrancinhas para turista”.


  Caminhamos um pouco pelo Mercado del Puerto sentindo o “clima” e o aroma inconfundível das parilladas que dominam o ar, tomamos um sorvete e voltamos caminhando até o centro da cidade.

  O caminho entre o Mercado del Puerto e a Plaza de la Independencia cruza a área conhecida como Ciudad Vieja que concentra uma quantidade muito grande de construções antigas, algumas em processo de revitalização, mas de um modo geral esta região da cidade não é muito legal e a conservação dos prédios antigos deixa bastante a desejar. Uma pena, pois Montevideo seria uma cidade simplesmente encantadora se houvesse dinheiro e esforço para revitalizar e restaurar todo o conjunto arquitetônico antigo, principalmente na região da Ciudad Vieja.




  Cansados do dia de caminhada por Montevideo, retornamos até a região da Plaza de la Independencia e de lá descemos até a rambla para então seguirmos caminhando pela orla do Rio da Prata até nosso hotel.




  Este foi o dia mais cansativo de nossa viagem até aqui, mas valeu muito a pena a opção de conhecermos o centro de Montevideo caminhando. Recomendaria sem medo de errar esta forma de conhecer a cidade a todos que visitarem Montevideo e se hospedarem próximo ao centro.
  De volta ao hotel, descansamos um pouco, preparamos o chimarrão e no finalzinho do dia atravessamos a avenida em frente ao hotel para assistirmos a mais um inesquecível pôr do sol sobre o Rio de la Plata.

O espetáculo diário vai começar.


O céu colorido de vermelho sobre o Rio da Prata.



O "Astro Rei" se despede encerrando mais um dia.


  À noite fomos novamente jantar na região central da cidade, e escolhemos o tradicional restaurante El Fogon - http://www.elfogon.com.uy/ -  localizado na Av. San Jose, paralela à Av. 18 de Julho.
  Experimentamos uma parillada de cinco carnes, ou seja cinco cortes diferentes de carnes preparados na tradicional parilla uruguaia, e para sobremesa o já tradicional para nós sorvete de dulce de leche.

  Após o jantar aproveitamos a noite quente e a completa ausência de trânsito pelas ruas para circular de carro pelas ramblas contornando um trecho muito bonito da orla do Rio da Prata, para finalmente voltarmos ao hotel e encerrarmos mortos de cansados nosso quinto dia de viagem.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

URUGUAI, JANEIRO DE 2013, 4º DIA - PUNTA DEL ESTE E MONTEVIDEO:


   Nosso quarto dia de viagem iniciou cercado de expectativas, pois se até agora havíamos conhecido pequenas praias, lugares tranquilos e agradáveis como Santa Tereza e La Paloma, hoje seguiríamos para a capital Montevideo passando pela badalada Punta del Este.

  Acordamos cedo, e após o ótimo café, arrumamos as mochilas, fechamos a conta e deixamos o hotel.
La Paloma deixou saudades. Vimos muita coisa bonita ali, curtimos muito as atrações e o clima 100% familiar da noite na avenida principal, mas era hora de seguir adiante. Retornamos à Ruta 10 e seguimos por aproximadamente 70 km até o acesso a José Ignacio, onde queríamos visitar mais um farol ( definitivamente.........adoro faróis !! )


   O balneário de Jose Ignacio é bastante pequeno e apresenta um padrão bem sofisticado de casas e restaurantes. Nosso interesse era em visitar o farol, externamente muito semelhante (para não dizer igual...) ao farol de Cabo Polonio.


  Pagamos os tradicionais 20 pesos por pessoa para subir ao topo do farol, e mais uma vez nos impressionamos com a maravilhosa vista. Lá de cima, olhando em direção sul, já era possível avistar bem nítidos os prédios e a cidade de Punta del Este, distante cerca de 30 km dali.


  Curtimos bastante a paisagem, o bonito farol, fizemos algumas fotos e seguimos em frente.


  De volta à estrada prosseguimos pela “Interbalnearia” em direção a Punta del Este. A medida que nos aproximávamos de Punta, era cada vez mais visível a movimentação, o trânsito agitado, os condomínios e casas cada vez mais luxuosas e o agito característico dos grandes “points” do verão.

  Punta del Este nos pareceu estar “desconectada” da realidade uruguaia. O país de um modo geral é bastante simples, tranquilo, feito por gente simples e simpática. Punta é o oposto disto tudo, hiper luxuosa, agitada, transpirando charme e glamour em suas inacreditáveis mansões e condomínios.


  Ficamos com a impressão bastante clara de que esta “disneylândia de veraneio” às margens do Atlântico vive muito mais em função da elite dos vizinhos argentinos do que do uruguaio propriamente dito. Certamente Punta é “o lugar” para quem busca luxo, agito, festas, gente bonita, curtir a noite.

  Entramos em Punta às 12:30 h cruzando pela famosa ponte ondulada. 


  Paramos para fotos e seguimos com o auxilio do GPS contornando a cidade pela beira da praia percorrendo a rambla, que é como os uruguaios chamam as avenidas contornam as cidades seguindo a beira do rio, ou do mar, até o monumento “Las Manos”, clássico cartão postal de Punta. Obviamente como todo turista na cidade, paramos para fotos junto aos dedos que representam uma “mão enterrada na areia”.


  Nosso próximo ponto de visitação em Punta era o farol. Fizemos algumas boas fotos do farol de Punta del Este, deixamos o carro estacionado e caminhamos pelas surpreendentemente calmas ruas do bairro em torno do farol até a beira da orla, onde descansamos um pouco e aproveitamos o visual antes de retornarmos à estrada.



  Continuamos contornando Punta del Este pela rambla, passando pelo sofisticado porto, até sairmos na estrada “Interbalnearia” que nos levará a Montevideo em torno de 120 km adiante. Logo na saída de Punta um desvio obrigatório para conhecer Punta Ballena e o Casapueblo, prédio construído pelo artista Carlos Vilaró.


  Como nosso tempo era curto, já eram 15:30 h e queria chegar cedo a Montevideo para garantir a reserva feita, acabamos não entrando no Casapueblo. Passamos algum tempo curtindo a bela vista da baia e do porto de Punta del Este a partir de Punta Ballena e retornamos à Interbalneária.


  No caminho entre Punta e Montevideo fizemos ainda mais um rápido desvio para conhecer o balneário de Piriápolis, e seguimos em frente.

  Nossa chegada a Montevideo foi muito mais tranquila do que imaginávamos. Passamos pelo Aeroporto Internacional de Carrasco e logo desviamos em direção à rambla que contorna toda a cidade de Montevideo acompanhando a orla do Rio da Prata.

  Ao chegar à rambla não pude deixar de me emocionar ao avistar pela primeira vez o Rio da Prata, um dos grandes “marcos” de nossa viagem.  Finalmente havíamos chegado a Montevideo, capital da Republica Oriental do Uruguai. Apesar de estarmos em plena “hora do rush”, ou seja 17:30 h, não vimos nenhum sinal de congestionamento, apenas o trânsito normal de uma cidade grande, mas que flui com rapidez, sem problemas. 

  Facilmente seguimos até nosso hotel, o Ibis, localizado junto à rambla no “Barrio Sur”, de frente para o Rio da Prata. Melhor localização impossível! O hotel Ibis é uma escolha excelente para quem visita Montevideo. Oferece conforto sem luxos desnecessários a preço justo, aliado a uma localização excelente, próximo ao centro da cidade e à beira do Rio da Prata.

  Descarregamos as malas, tomamos um banho, preparamos o chimarrão de final de tarde e apenas cruzamos a avenida em frente ao hotel para estarmos no calçadão da rambla, onde curtimos o pôr do sol de Montevideo na maior tranquilidade.

  À noite fomos “explorar” o centro da cidade e contando com as “dicas” do GPS escolhemos um restaurante chamado “Chivilandia” para jantar. O prato, claro......Chivitos !  E estava EXCELENTE, o melhor chivito da viagem! E para arrematar, com direito a assistir na TV do restaurante ao grande clássico do futebol uruguaio, Nacional x Penãrol, diretamente do Estadio Centenário localizado não muito longe dali.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

URUGUAI, JANEIRO DE 2013, 3º DIA - CABO POLONIO


  Nosso terceiro dia de viagem começou cedo. Após um saboroso café da manhã servido pela simpática recepcionista de nosso hotel, pegamos o carro e voltamos para a estrada. O plano do dia era conhecer o Parque Nacional de Cabo Polonio, distante cerca de 50 km, ou 45 minutos, de La Paloma.

  Seguimos pela Ruta 10 em direção norte, ou seja retornando em direção à fronteira do Brasil, até a entrada do Parque Nacional de Cabo Polonio. Chegando lá, deixamos o carro numa área de estacionamento muito bem organizada e com direito a sombra (paga-se 130 pesos, algo como 13 reais pela diária no estacionamento) e entramos na fila para pegarmos a condução que nos levaria até Cabo Polonio.

  Algumas informações rápidas e básicas sobre o Parque Nacional de Cabo Polonio podem ser acessadas aqui:

  Após a entrada do Parque Nacional, não existem estradas para Cabo Polonio. O acesso é feito cruzando um extenso cordão de dunas de areia e depois rodando alguns quilômetros pela beira da praia.

  Carros normais não chegam lá, e mesmo que você tenha um 4x4 não poderá seguir adiante, pois o acesso à área do Parque e à vila de cabo Polonio é restrito aos veículos autorizados para o transporte de turistas.
É preciso pagar 170 pesos uruguaios (algo como 17 reais) por pessoa para seguir num dos diversos caminhões 4x4 licenciados para a travessia.


  Os caminhões 4x4 são uma atração e “espetáculo” a parte. Parecem ter sido retirados de algum ferro-velho de artigos da Segunda Guerra Mundial e reformados para carregar turistas, todos sem exceção muito velhos, precários, barulhentos, mas coloridos e divertidos. Não se pode esperar conforto, mas o clima de “safári” e aventura compensa plenamente.


  A travessia das dunas até a vila de Cabo Polonio dura cerca de 30 minutos, e neste período o turista segue na carroceria dos caminhões, sacolejando em meio à trilha de areia.

  Chegando a Cabo Polonio, a dica é seguir pela beira da praia até as pedras onde se avista uma colônia de lobos marinhos, junto ao farol. Estas são as duas grandes atrações de Cabo Polonio na minha opinião, os lobos marinhos e o farol.


  A vila de Cabo Polonio lembra um pouco Punta del Diablo pelo estilo “hippie” e pela simplicidade alternativa das casas e pessoas por lá, porém num “clima” ainda mais natural e muito tranquilo, sem o agito que vimos em Punta del Diablo. O acesso restrito de veículos sem duvida ajuda muito neste sentido.


  Em Cabo Polonio, boa parte das pequenas casas não tem luz elétrica, os restaurantes e algumas casas mais equipadas possuem geradores de energia, e a impressão geral que se têm é de se estar numa vila perdida na beira do mar. Barulho, só o do vento e esporadicamente dos caminhos 4x4 que chegam e partem levando os visitantes. Paradoxalmente, em alguns restaurantes e banquinhas de artesanato se pode pagar com cartão de credito e se tem acesso a internet !

  Caminhamos contornando a praia até a colônia de lobos marinhos, onde avistamos uma quantidade incrível destes enormes animais. É sempre uma experiência fantástica poder avistar animais em seu habitat natural, livres na natureza, sem as tristes grades de uma jaula de zoológico.  Ali não é diferente. As rochas, o mar, o vento, os lobos marinhos, cada detalhe compõe um cenário que impressiona e deve ser apreciado sem pressa.


  Sobre as rochas, centenas de lobos marinhos dividem o espaço que por vezes fica pequeno, e isso certamente gera alguns “atritos”. Nos divertimos muito com as constantes brigas entre os lobos marinhos, que invariavelmente resultavam em um lobo marinho mais fraco fugindo e se atirando ao mar em meio aos gritos e urros dos demais animais envolvidos na contenda.

  Ao lado da colônia de lobos marinhos está localizado o Farol de Cabo Polonio. O farol foi construído em 1881 é um espetáculo a parte. Muito bem mantido pela “Armada Nacional”, o farol tem acesso permitido mediante o pagamento da módica quantia de 20 pesos (2 reais). 






  Vencida a cansativa escada de acesso ao farol, lá de cima temos uma vista privilegiada de toda a vila de Polonio, das praias e dunas, do mar, da colônia de lobos marinhos. O vento no alto do farol impressiona. As paisagens mais ainda. Dá vontade de esquecer o tempo e passar horas contemplando o cenário impressionante. Subir o farol é atividade OBRIGATORIA para quem vai a Cabo Polonio, sem discussão.








  Após a demorada visita ao farol, fizemos mais uma caminhada pela vila, curtimos um pouco a praia, compramos algumas lembrancinhas nos artesanatos e finalmente às 16:00 h pegamos o caminhão de volta à área de estacionamento.

  Resumidamente, Cabo Polonio VALE MUITO A PENA, foi o passeio mais interessante, divertido, diferente e bonito que fizemos na costa uruguaia. Para quem visita o Uruguai, deixar um dia na agenda para conhecer Cabo Polonio com calma é fundamental. É um pecado imenso que muita gente entre no Uruguai pelo Chui e siga direto a Punta del Este ou Montevideo e ignore esta atração incrível que é Cabo Polonio.


  Após deixarmos Cabo Polonio, seguimos pela Ruta 10 de volta a La Paloma, fazendo um desvio rápido poucos quilômetros antes de chegarmos para conhecer o pequeno e requintado balneário de La Pedrera, localizado bem ao lado de La Paloma.

  Acabamos chegando a La Paloma em torno de 18:00 h e somente passamos no hotel para um rápido banho, pois queríamos ainda conhecer o farol de La Paloma e curtir o pôr do sol.


  O Farol do Cabo de Santa Maria em La Paloma foi inaugurado em 1874. O acesso ao topo também é tarifado em 20 pesos, e lá de cima avistamos toda a pequena cidade de La Paloma, o porto e as praias próximas num visual de deixar qualquer um boquiaberto. 







  Mais uma vez curtimos MUITO a subida ao topo do farol, e aqui também passamos um bom tempo admirando a paisagem, o mar e o vento forte do final de tarde.




  Ao descermos do farol, preparamos nosso clássico chimarrão e fomos presenteados mais uma vez com um pôr do sol memorável, provavelmente o mais bonito de toda nossa viagem. 


  Com muita alegria nos despedimos do pôr do sol de La Paloma, cientes de que o próximo dia nos traria novas e diferentes paisagens.



  Nossa viagem até aqui havia sido um sucesso, tudo corria perfeitamente dentro do planejado, sem sobressaltos, imprevistos e correrias, e nestes dois dias em solo uruguaio já havíamos visto coisas suficientes para fazer valer a pena a viagem, e ainda tínhamos muito pela frente !

  Após o pôr do sol, jantamos uma pizza bem simples num restaurante na avenida principal de La Paloma, assistimos a um divertido teatro de bonecos apresentado numa das praças próximas, e retornamos ao hotel para encerrarmos as atividades do dia.